Bacelar critica privatização da Eletrobras e diz que CHESF é essencial para o Nordeste

O deputado federal Bacelar (Podemos/BA) se manifestou contrário à Medida Provisória de privatização da Eletrobras,  prevista para ser votada na sessão da Câmara desta quarta-feira (19/05).  O parlamentar afirma que, se aprovada, a medida poderá causar prejuízos irreparáveis para o país, entre eles, o aumento no preço da conta de luz. Isso porque os novos controladores não teriam o mesmo compromisso que o Poder Público no que diz respeito à segurança hídrica e às tarifas. “Mais uma vez é o povo que vai pagar por uma irresponsabilidade do governo. Uma matéria importante como esta não pode ser votada às pressas, à toque de caixa, como dizem. É preciso um amplo debate, uma análise cautelosa dos prós e contras”, defendeu. 

O podemista fez um alerta para o risco de apagões, como o que aconteceu em novembro de 2020 no Amapá. Ele lembra que uma série de falhas cometidas pela empresa privada responsável afetou o abastecimento de energia elétrica e água encanada, além dos serviços bancários, internet e telefonia, levando o caos à população. “Quem salvou o estado da situação de calamidade foi a Eletrobras, através da Eletronorte”. 

Outra preocupação de Bacelar é que, com o processo de privatizações, a CHESF, empresa subsidiária da Eletrobras, será diretamente afetada com a decisão. A Companhia Hidrelétrica do São Francisco é antiga. Localizada na região de Paulo Afonso, na Bahia, é uma das principais geradoras, transmissoras e comercializadoras de energia elétrica do Nordeste e uma das maiores estatais da América Latina. 

O Governo considera a empresa falida, mas apresentou lucro de R$ 251,2 milhões em 2018. Com relação ao EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), este somou, no período de janeiro a setembro de 2018, o montante de R$ 826,8 milhões. 

Além disso, é a empresa do Setor Elétrico que mais paga compensação financeira no Brasil pelo uso da água aos municípios e aos estados onde se localizam suas usinas. De 2001 até 2018 foram quase R$ 5 bi apenas na bacia do Rio São Francisco. 

“Dizer que é uma empresa que só gera prejuízo é loucura. A CHESF mantém uma universidade com cursos importantes, manteve um hospital por anos. A Eletrobras e CHESF são essenciais para o Brasil e para o Nordeste. Este não é o momento para tratarmos de privatização de estatais. Estamos no meio de uma pandemia e a saúde pública deve ser a prioridade do parlamento.” concluiu. 

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